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Cigarrinha-das-pastagens, suas fases e prejuízos

Cigarrinha-das-pastagens, suas fases e prejuízos

Postado em Informativos dia 20/Setembro | 280 visualizações

Iniciou o período de chuva, o produtor precisa ficar em alerta com as cigarrinhas-das-pastagens. Isso porque é nessa época que a ocorrência delas acontece. A cigarrinha é caracterizada como um inseto sugador e está associada, principalmente, às gramíneas aqui no Brasil.

Durante seu desenvolvimento, ela passa por três fases: ovo; ninfa e adulta. Vamos explicar um pouco delas.

1ª fase: ovo

As fêmeas fazem a postura ao nível do solo ou sobre restos vegetais, bem próximas da base da planta hospedeira. O ovo tem uma forma alongada e o número de ovos por fêmea depende de cada espécie.

O período de incubação também muda de acordo com a espécie, mas pode chegar até 200 dias, que seria o caso dos ovos em diapausa, devido à baixa umidade para as ninfas desenvolverem.

2ª fase: ninfa

Essa fase é considerada muito característica do inseto. É quando, ao longo do desenvolvimento, a ninfa produz uma espuma ao se alimentar em raízes superficiais ou na base da planta, e passa a viver nela.

Segundo especialistas no assunto, a espuma se torna uma fonte de umidade e de proteção a alguns inimigos. A duração dessa fase é relativa à espécie da cigarrinha e às condições climáticas do local. O que se sabe é que altas temperaturas e níveis de umidade aceleram esse desenvolvimento.

Durante esse período, o inseto passa por várias trocas de pele e permanece envolto pela espuma até alcançar a fase adulta.

3ª fase: adulta

A cigarrinha adulta explora a parte aérea da planta, ao contrário da ninfa que permanece na base. Sua movimentação é feita em voos baixos e curtos e pequenos saltos. Ao se alimentar, acaba por introduzir substâncias tóxicas. Entre os prejuízos estão a grave redução do crescimento do pasto, afetando a produção e qualidade (aumento dos teores de fibras, menor digestibilidade) e as folhas atacadas ficam queimadas (amarelecimento, secamento e morte). Esses danos afetam diretamente na capacidade de produção de carne e leite da propriedade, logo, o controle da cigarrinha é essencial.

Controle biológico

Uma forma de realizar o manejo das cigarrinhas-das-pastagens é com o controle biológico, que apresenta grande potencial e permite que os animais permaneçam no pasto (não há a necessidade de deslocar o gado para outra área), e causa menor impacto aos inimigos naturais e ao meio ambiente.

Mas com o que é feito esse controle?

A melhor fase para promover o controle é durante a segunda fase (ninfa), e nós temos em nosso portfólio o bioinseticida Metiê, feito a partir de esporos do fungo Metarhizium anisopliae. 

A ação dele é como uma doença no inseto, pois os esporos penetram em sua cutícula colonizando seus órgãos. Assim, a cigarrinha para de se alimentar e morre. Os resultados aparecem de 2 a 10 dias dependendo das condições climáticas. 

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Informações: Embrapa


TAGS

Cigarrinha das pastagens, pasto, controle biológico, cigarrinha

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