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Mofo-branco e seus prejuízos na produtividade

Mofo-branco e seus prejuízos na produtividade

Postado em Informativos dia 22/Maro | 788 visualizações

Identificado pela primeira vez no Brasil em 1921, o mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, surgiu no estado de São Paulo, em plantações de feijão. Em pouco tempo, espalhou-se por quase todos os estados do país, especialmente Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, migrando também para outras culturas, como soja e algodão.

Atualmente, é considerado uma dos piores problemas da agricultura brasileira, afetando diversas culturas e causando perdas de até 70% nas lavouras. Ele tem a capacidade de se “esconder” por até 11 anos, à espera de um clima favorável para sua propagação. Se manifesta com maior severidade em áreas de clima chuvoso, temperatura amena e alta umidade relativa do ar e se espalha principalmente por meio maquinas e sementes contaminadas.

O mofo-branco possui diversas espécies hospedeiras, estando entre as principais culturas como a soja, feijão, algodão, girassol, tomate, batata e alface.

O fungo causador dessa doença possui estruturas de resistência, chamadas escleróides, que conseguem sobreviver por vários anos no solo, dificultando muito seu controle. 

Na safra 2017/2018, o mofo-branco atingiu, principalmente, a região nordeste do Rio Grande do Sul, contribuindo para a redução da produtividade nas lavouras de soja. No país, a estimativa é de que 6 milhões de hectares, de um total de 70 milhões cultivados, apresentem a praga, o que representa cerca de 9% do total.

Na soja, o mofo-branco ataca especialmente a haste principal e laterais e as vagens. No caso do ataque à haste principal, a morte da planta pode ocorrer rapidamente caso não se faça um manejo preventivo. Os sintomas iniciais causados pelo mofo-branco na soja são manchas de aspecto encharcado, que podem afetar toda a parte aérea da planta.

Em condições de alta umidade, forma-se o micélio branco do fungo sobre o tecido afetado, as lesões se espalham, podendo evoluir até a morte da planta. A partir do micélio, são formados inúmeros escleródios nas partes externa e interna das plantas. Na colheita, muitos desses escleródios caem no solo, o que gera a contaminação da cultura que será plantada na próxima safra.


Para o controle dessa doença, a Ballagro tem o Ecotrich, um fungicida microbiológico formulado a base do fungo Trichoderma harzianum. Para o mofo-branco o Trichoderma é bastante eficiente no controle das estruturas de resistência que ficam no solo (escleróides), diminuindo assim o potencial inoculo da doença.


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Mofo-branco, Sclerotinia sclerotiorum, Trichoderma harzianum, Ecotrich

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