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O mofo-branco na cultura da soja

O mofo-branco na cultura da soja

Postado em Informativos dia 10/Janeiro | 139 visualizações

*Texto escrito por: Jorge Rocio

 

O mofo-branco teve sua primeira identificação no Brasil em 1921, no estado de São Paulo, e desde então se alastrou rapidamente em todo o país. Sua gravidade se dá devido ao fato do fungo causador da doença, Sclerotinia sclerotiorum, ter uma proliferação relativamente rápida e a capacidade de ficar inerte no solo por até 10 anos, na forma de escleródios, aguardando um ambiente favorável para o seu desenvolvimento. Alta incidência de chuvas e temperaturas amenas aumentam a umidade do solo despertando a enfermidade.

Os escleródios (estruturas de resistência) são uma massa negra, rígida, variando de tamanho entre poucos milímetros a alguns centímetros e se encontram em solos infectados. Na cultura da soja, o aparecimento de um ambiente adequado favorece a germinação carpogênica destas estruturas, formando apotécios (parecidos com pequenos cogumelos) que liberam ascósporos (esporos do fungo) para o ambiente, iniciando assim sua infestação.

Embora qualquer parte da planta possa ser infectada, as mais comuns são as inflorescências e axilas de flores e ramos. A fase de maior vulnerabilidade de infestação se dá a partir floração plena (R2) até o início da formação das vagens (R3/R4). A infestação da doença se percebe primeiramente em manchas úmidas que evoluem em uma coloração castanha clara e que rapidamente formam um denso micélio branco nas hastes e nas vagens interna e externamente. Em um ambiente favorável as lesões se alastram comprometendo a parte afetada, se atingida na haste principal causa a morte total da planta.

Atualmente estima-se que 28,5% da área de soja cultivada no Brasil se encontra infestada pelo mofo-branco, totalizando aproximadamente 10 milhões de hectares infectados. (MEYER, et al.,2017). Em áreas com a presença do fungo a redução da produtividade pode atingir o nível de até 70%, percebe-se assim a gravidade da doença e a importância em manter-se um controle efetivo da enfermidade. 




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